"Se você quer a verdade, precisa exigi-la!"


  Cidades destruídas, mortes, sangues e governos autoritários que tentam impor respeito a qualquer custo são o tema central das distopias juvenis, um gênero literário que vem ganhando cada vez mais espaço entre os jovens - e no cinema também. Nos últimos anos, vimos Katniss Everdeen, a garota em chamas, nas telonas com Jogos Vorazes, mostrando o quão cruel uma guerra pode ser. Agora, vemos Tris Prior e o dilema de ser uma Divergente. Seria esse um problema? Ou a solução?



 Prestes a ver que o seu tão incrível sistema de facções esta prestes a desmoronar, Jeanine Matthews, líder da erudição, não descansa - e não dá sossego para os Divergentes. Por outro lado, Tris precisa de respostas. Sua antiga facção tornou-se cinzas e a atual não é mais a mesma. As coisas mudaram e, tanto ela como os outros, precisam descobrir mais sobre o mundo onde vivem. 

 Primeiro: se você não assistiu Divergente, corra já assistir. Por ser uma sequência, Insurgente não nos apresenta a Chicago distópica de Divergente como no primeiro filme, explicando passo a passo. Como tudo funciona nós já sabemos, neste, eles partem para o clímax da trilogia. 

 Há ação do começo ao fim, deixando totalmente fora de nexo o "gênero: Romance" que alguns cinemas colocam. As cenas são bem estruturadas e os atores, os incríveis, estão todos de parabéns. Sentimos o que se passa na tela, sentimos o que eles sentem. 

 Uma das coisas que mais atraem e fascinam os fãs da série é a cidade. Os efeitos especiais, a fotografia... Tudo é maravilhoso. Os produtores realmente conseguem mostrar uma versão não-otimista do futuro (o contrário do que previa Marty McFly, por exemplo), mas ao mesmo tempo, interessante, bonita. Outro ponto são as modernidades, que recebem mais destaque neste longa. Os telões, os "detecta-divergente", as ruas., tudo. Tudo torna-se incrível. 

 No entanto, há algo de não incrível em tudo isso: os figurantes. Personagens que recebem muito destaque na obra de Roth, da qual o filme foi adaptado, acabam que tornando-se meras aparições no longa. Christina (Zöe Kravitz) é um exemplo disso, assim como Johanna (a "Deusa" Octavia Spencer) e até Evelyn Eaton (Naomi Watts). Essas duas ultimas, aliás, foram as que mais possuíram destaque na divulgação do filme. 

 E é claro que não poderíamos deixar de citar os comentários sobre a adaptação não ser fiel. Bem, não é: cortaram muita coisa, alteraram o que não precisava e deixaram de citar algumas partes importantes. Porém, a essência em si (mostrar a guerra deixa sistema x tira sistema, revelar a verdade...) não foi cortada. Isso é o essencial.



 Shailene Woodley, mais uma vez, provou ser a nossa Tris Prior. Theo James, como Quatro, teve bastante destaque (o único, além da protagonista) e mostrou que é digno do papel. Claro, não iremos esquecer de Augustus Waters... Não, espera! Ansel Elgort, que mostrou ser um mega corredor. Miles Teller e Jai Courtney (desconsiderem a fã) arrasaram como Peter e Eric, com mais destaque também. Agora Kate Winslet, a diva, incrível e maravilhosa vilã, cumpriu muito bem seu papel, ao lado de nomes como Spencer e Watts. 

 E, por fim, não podemos esquecer de citar a trilha sonora que, diferente de Divergente, foi apenas instrumental. Apesar de não haver muitas músicas para você cantar junto, encaixou-se perfeitamente com as cenas, levando um grande dez para casa.


Podemos dizer que Robert Schwentker, atual ocupante da ex-cadeira de Neil Burger, fez um ótimo trabalho. Poderia ter sido mais fiel? Sim. Deixou a desejar? Um pouco. Mas é um ótimo filme. Vale a pena assistir.


Nota: ★★★ (3/5)



Ficha [via adorocinema]  

Título: A Série Divergente: Insurgente
Original: The Divergent Series: Insurgent
Lançamento: 2015
Direção: Robert Schwentker
Com: Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet, Jai Courtney [+]
Gênero: Ação; ficção-científica.






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Por Flávia Bergamin


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