Em seu aniversário de 43 anos, Fabrício Carpinejar ganhou de presente uma velha máquina de escrever Olivetti Lettera 82 verde. Desde esse dia, ele se dedica a escrever nela poemas de amor e a guardá-los como um inventário de seus sentimentos e emoções ao longo de sua carreira. Pela primeira vez, a Belas-Letras publica esses poemas exatamente como os originais foram enviados à editora, em maços de papel despachados pelos Correios, sem nenhum tipo de correção ortográfica, edição ou retoques, inclusive com as anotações à mão feitas pelo próprio Carpinejar. Todos os textos de Amor à Moda Antiga foram originalmente escritos em máquina de escrever. O resultado é um livro orgânico, singelo e apaixonadamente imperfeito, exatamente como o amor é.
 
 Amor à moda antiga sai neste dia dos namorados. 
 ANALOGICAMENTE CONECTADO 

Em tempos de instantaneidade digital, a caricatura do escritor romântico, debruçado sobre a máquina de escrever, é quase inexistente. Se a tecnologia trouxe agilidade e modernidade para o autor, facilitando e transformando o ato de escrever um livro em uma espécie de linha de produção, levou junto com ela um pouco da arte da escrita manual, pensada e repensada. A proposta do projeto AMA conecta criação e leitores, o novo e o velho, o pop e o vintage.

Por Flávia Bergamin


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