Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
  Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
  Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.
  Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.
  Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.

 A trilogia A Crônica do Matador de Reis é sempre narrada em primeira pessoa pelo personagem Kvothe, atualmente um simples dono da estalagem em uma cidade tranquila, que precisa contar as história de sua vida a uma cronista em até três dias e o faz relembrar de todos os acontecimentos relevantes por quais passou pela sua vida.

 O primeiro deles, e o que mais marcou sua vida, é o assassinato de toda sua família e o grupo que o acompanhava pelos Chandrianos, demônios assassinos ,que tem como marca mais forte, o fogo azul usado por eles em seus ataques. A partir daí, Kvothe precisa viver sozinho e sai vagando pelas florestas mais próximas e pela cidade de Tarbeam, onde começa a procurar informações sobre o grupo que matou seus enteados, sempre na companhia do alaúde usado por seu pai, uma das únicas coisas que sobraram aós o massacre e que envia Kvothe aos bons tempos de outrora.

 A partir desse momento, a história se enrola bastante até o momento em que Kvothe chega à tão desejada universidade, na qual poderá encontrar mais informações sobre os Chandrianos e também descobrir o Nome do vento. Lá, o nosso personagem encontra tos os tipos de pessoa, mas vale destacar a amizade que ele faz com Wilem e Simon, a sua queda por Denna e suas brigas e complicações por causa de Ambrose, um garoto rico que insiste em pegar no pé de Kvothe e faz de tudo para atrapalhar a sua vida.

 Ah, também não podemos esquecer de comentar que existe uma união muito forte entre Kvothe e a música, pois foi o recurso utilizado pelo personagem a fim de se livrar um pouco da solidão que o acompanha constantemente e para ter algo que pudesse chamar de seu, algo que fizesse ele ter motivos para viver.

 O livro só erra em trazer poucos momentos de ação e por deixar vários assuntos inacabados para o próximo livro, o que muitas vezes, pode ser interpretado de uma forma ruim, mesmo aguçando a curiosidade do leitor. Faltou, também, um GRANDE momento no livro, algo que fizesse o livro se tornar vital, mas é uma leitura surpreendente e certamente fará os leitores ansiarem pela continuação a continuação: O Temor do Sábio.





Título: 
O Nome do Vento

Autor: Patrick Rothfuss

Editora: Arqueiro

Páginas: 656

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Por Flávio Carvalho


2 Comentários

  1. Esse livro é incrível! Já li esse e O Temor do Sábio e estou aguardando ansiosamente a conclusão da história de Kvothe. Concordo que as partes com ação no livro são poucas, mas não tenho do que reclamar, a história é perfeita. <3
    Beijos!
    www.sigolendo.com.br

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  2. Eu sou simplesmento louca nas obras do Patrick...
    Ele me conquistou muito e o Kvothe nossa, nunca fui tão apaixonada por um personagem...
    Já li os dois volumes e estou aqui louca pelo próximo
    Otima resenha
    Beijuhs da Rêh
    http://curaleitura.blogspot.com.br/

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