Isadora Becker, capitã do canal Gastronomismo, chega com tudo para o lançamento de Doces de Cinema. E para esquentar a pré-venda exclusiva, que acontece lá nossa loja virtual da Belas-Letras, a Editora conversou com a Isa sobre inspirações, trajetória e, claro, muito doce!


Belas-Letras: Isa, de onde vem a paixão pelo cinema?
Isadora: Sou filha única, então, desde criança, os filmes me fizeram companhia. E aprendi muito com eles também! Desde viagens ao fundo do mar com a Pequena Sereia até filmes históricos... Se eu tinha uma dúvida, minha mãe me fazia abrir uma enciclopédia para ler sobre o que havia perguntado. Aos poucos, fui tendo nos filmes novos horizontes, mesmo que sentada no sofá. Da mesma maneira que os livros te transportam para outras realidades, os filmes têm o mesmo poder. Nos tempos de locadora, eu era assídua em uma, sempre trocando ideias com o dono, que já tinha virado meu amigo. Acho que eu alugava, pelo menos, três filmes por semana. Aos poucos fui conhecendo títulos de diferentes épocas e diferentes lugares. Hoje, não passo uma semana sem! 

BL: Como acontece o processo de criação de uma receita de doce? Você assiste ao filme e reproduz até chegar à versão ideal?
Isa: Em geral, os doces que aparecem em filmes já são bem identificáveis (embora tenha demorado bastante para identificar o folhado dinamarquês que aparece em Bonequinha de Luxo). O que faço é buscar as receitas tradicionais, em geral na língua original, e tentar adaptar de uma maneira que seja menos complicada para o público, sem balanças de precisão nem conhecimento de um confeiteiro. Assim, transformo peso em xícaras, testando até obter o resultado mais fiel possível ao que aparece no filme. E, claro, sem esquecer o sabor! 

BL: Por que este livro de receitas é diferente? 
Isa: Os doces, em geral, têm uma relação bastante íntima com cada um. Em tempos de restrições alimentares, eles se tornaram uma travessura na vida das pessoas. Trazer receitas de doces de filmes faz com que essas travessuras se transformem em uma extravagância no dia a dia, um mimo especial. O bolo de chocolate que seria apenas um doce vira O Bolo de Chocolate da Matilda, que muitos de nós já sonhamos em comer na infância. De alguma forma, essas receitas podem fazer os nossos grandes desejos gastronômicos se tornarem realidade. 

BL: Como surgiu a ideia de cozinhar fantasiada? 
Isa: Desde o princípio do Gastronomismo gostamos de adequar o figurino com a receita, para criar um ambiente que seja convidativo para o espectador. E, claro, desde criança, adorei me fantasiar. Com o Comida de Cinema tivemos carta verde da Tastemade Brasil para fazermos como quiséssemos, mesmo que parecesse uma loucura no início. Formatamos então um programa no qual poderia juntar minhas grandes diversões: cozinha, cinema, cabelo/maquiagem e fantasias. É um desafio com algumas, mas com um pouco de paciência e criatividade, sempre se consegue! 







"Eu acredito que um pouco de doçura faz
com que a vida fique mais gostosa." 



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