Um agente do FBI e um detetive enfrentam um serial killer em Montecarlo, no glamoroso Principado de Mônaco. Trata-se do caso mais angustiante de suas carreiras. Para confundir a polícia, músicas são utilizadas como pistas dos crimes, cujas doses de barbárie e astúcia abatem e desnorteiam policiais, investigadores e psiquiatras. O primeiro ataque vitima um piloto de Fórmula 1 e a filha de um general norte-americano. À medida que os crimes dominam as manchetes europeias, o assassino faz novas vítimas, entre elas um gênio da informática e um bailarino russo. Tragédias pessoais afetam e conectam os envolvidos nas investigações. O autor mantém o suspense implacável mesmo depois de revelar a identidade do criminoso, quando é iniciada uma caçada para impedir novos ataques. Ao manipular perfis psicológicos singulares numa trama surpreendente, Giorgio Faletti conquista o leitor. A versão cinematográfica de Eu mato já é esperada em uma superprodução internacional.


 Bom, eu tenho um fraco por capas que tenham sangue ou demonstrem um certa brutalidade. Logo, esse livro me chamou a atenção. A sinopse terminou de me fisgar.

Assim como o recém-lançado Vocação para o Mal, esse livro tem vários capítulos mostrando o assassino que se auto intitula Ninguém. Enquanto que em Vocação para o Mal, o assassino demonstre muito mais raiva e selvageria, nesse livro o Assassino é muito perturbado. Tem momentos que parece uma criança, tem hora que é confuso, difícil de decifrar. 

Frank Ottobre, agente do FBI, entra no caso como consultor. Na sua vida pessoal, ele sente muita culpa pela morte de sua esposa. Nicolas Hulot é o detetive encarregado do caso. No começo achei que ele iria fazer figuração em relação a Ottobre, mas ele vai te cativando com o passar do livro. Além disso, também tem sua tragédia pessoal.
Jean-Loup Verdier é locutor de rádio. Ninguém se comunica com ele através do programa. São nessas conversas que temos alguma dica de quem será assassinado. As conversas são sempre sinistras e ficamos tensos assim como os personagens. Ele é todo charmoso e amável. Ele fica bem perturbado, pois não entende por que o assassino o escolheu como porta-voz.

Existem outros personagens que entram na trama de maneira orgânica e são úteis para a história. 

O livro te deixa com muita curiosidade. Os assassinatos são sempre fortes. E a conclusão é muito boa. Confesso que gostaria de ver mais histórias desse universo de personagens.
A Editora Intrínseca fez um ótimo trabalho.



Livro: Eu Mato

Autor :Giorgio Faletti

Editora: Intrínseca 

Páginas:536

Ano de publicação: 2010

Onde encontrar: Saraiva


Por Paulo Carvalho


2 Comentários

  1. Terminei de ler Vocação para o Mal e ainda estou curtindo minha ressaca literária. Gostei muito! Então, ver que você comparou esse livro com ele já me deixou muito interessada na história! Diferente de você, não curto muito essa coisa de capas com sangue, mas a sinopse também me fisgou.

    Beijos,
    Isabela
    www.sigolendo.com.br

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  2. Opa, gostou de vocação para o mal? Acho que vou acabar fazendo um post com spoilers do livro para discutir com o pessoal! Leia esse e não se arrependerá!

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