Como prometido, J.K. Rowling vem postando, no site Pottermore, novos contos de Harry Potter, como um presente de Natal para os fãs. Confira os cinco primeiros abaixo!



COKEWORTH 

 Cokeworth é uma cidade na Inglaterra onde Spinner´s End está localizada.

 Cokeworth é uma cidade ficcional no meio da Inglaterra onde Harry passa uma noite no Hotel Railview com sua tia, tio e seu primo Dudley. O nome Cokeworth sugere uma cidade industrial, e invoca associações com trabalho árduo e sujo.

 Apesar de nunca ficar explícito nos livros, Cokeworth é o lugar onde Petúnia, Lily Evans e Severus Snape cresceram.

 Quando tia Petúnia e tio Valter estavam tentando fugir das cartas de Hogwarts, eles viajaram para Cokeworth. Talvez tio Valter pensou que Cokeworth era tão distintamente sem mágica que as cartas não pudessem os seguir. Ele deveria ter pensado melhor; já que a irmã de Petúnia, Lily, se tornou uma bruxa muito talentosa em Cokeworth.

 É lá, que mais tarde Bellatrix e Narcissa no começo de O Enigma do Príncipe visitam Snape na casa dos pais dele. Cokeworth tem um rio passando pela cidade, e podemos ver pelo menos uma fábrica com chaminé da casa de Snape, e muitas ruas pequenas cheia de casas com trabalhadores.



O CALDEIRÃO FURADO

 O Caldeirão Furado é um bar sombrio em Londres espremido entre uma livraria e uma loja de discos na Charing Cross Road. A entrada principal do Beco Diagonal, onde bruxos, bruxas e outros adquirem bem mágicos é localizado atrás do bar.

 Algumas pessoas argumentam que o bar mais velho em Londres seja o White Hart na Drury Lane; outros que é o Angel na Bermondsey Wall ou o Lamb and Flag na Rose Street. Todas essas pessoas são Trouxas, e todos estão errados. O bar mais velho de Londres, como qualquer bruxo irá te contar, é o Caldeirão Furado na Charing Cross Road.

 O Caldeírão Furado estava lá antes da Charing Cross Road ter sido planejada; seu verdadeiro endereço é número um, Beco Diagonal, e acredita-se que foi construída por volta de 1500, junto ao resto da rua dos bruxos. Criado dois séculos antes da imposição do Estatuto Internacional de Sigilo em Magia, o Caldeirão Furado inicialmente era visível para Trouxas. Apesar do bar, ser inicialmente um lugar para bruxos e bruxas se reunirem – seja londrinos ou estrangeiros para fazer compras dos últimos ingredientes ou dispositivos mágicos – Trouxas não foram afastados ou se sentiram indesejados no local, apesar de que ao ouvirem algumas conversas, sem mencionar os animais de estimação que viram fez com que muitos fossem embora sem terminar a bebida.

 Quando o Estatuto Internacional de Sigilo em Magia foi imposto, o Caldeirão Furado, que se tornou uma ótima instituição bruxa inglesa, teve permanência como porto seguro e refúgio para bruxos na capital concedida através de uma dispensa especial. Apesar da insistência para o uso de feitiços poderosos para esconderijo e bom comportamento de todos que fossem ao bar, o Ministro da Magia Ulick Gamp foi simpático quanto à necessidade de desabafo dos bruxos sob as novas difíceis condições. Ele ainda concordou em dar ao senhorio do dia a responsabilidade de deixar as pessoas irem ao Beco Diagonal do seu quintal para as lojas atrás do bar onde a partir da data também precisariam de proteção mágica.

 Em honra a proteção de Gramp ao bar, o proprietário criou uma nova marca de cerveja, Gramps Old Gregarious, que tem o gosto tão ruim que ninguém nunca conseguiu terminar um gole (há um prêmio de 100 mil galeões para qualquer um que conseguir beber mais, porém até hoje ninguém conseguiu o prêmio).

 O Caldeirão Furado encarou um dos desafios mais difíceis no século XIX, com a criação da Charing Cross Road, que deveria ter destruído o bar completamente. O Ministério da Magia da época, o tedioso Faris Spavin, deu um melancólico discurso na Wizengamot explicando porque o Caldeirão Furado não poderia ser salvo dessa vez. Quando Spavin se sentou 7 horas mais tarde, com seu discurso terminado, ele foi presenteado com uma nota de sua secretária explicando que a comunidade bruxa tinha se reunido e executado o Feitiço da Memória em massa – algumas pessoas dizem, que neste dia, a Maldição Imperius foi usado em vários urbanistas trouxas, apesar disso nunca ter sido comprovado – e que o Caldeirão Furado havia sido acomodado nos planos revistos para a nova estrada. Certamente, os arquitetos Trouxas nunca entenderam porque eles deixaram um buraco em seus planos para construção, ou porque esse buraco não era visto a olho nu.

 O Caldeirão Furado mudou muito pouco com o passar dos anos; é pequeno, sombrio e acolhedor, com algumas camas acima do bar para viajantes que ficam um pequeno tempo em Londres. É o local ideal para recuperar o atraso das fofocas do mundo bruxo se você viveu um tempo longe das redondezas mágicas.

Reflexão de J.K. Rowling

Charing Cross Road é famosa por suas livrarias, modernas e antiquária. Essa foi a razão da qual eu queria que esse fosse o local onde as pessoas fossem para entrar em um mundo diferente.



FLOREAN FORTESCUE

 Florean Fortescue, dono de uma sorveteria no Beco Diagonal, é objeto de uma trama fantasma (narrativa que nunca chegou ao final dos livros). Harry o encontra em Prisioneiro de Askaban, onde ele descobre que Florean sabe muito sobre bruxos medievais. Mais tarde, Harry descobre que um ex-diretor de Hogwarts era Dexter Fortescue.


Reflexão de J.K. Rowling

Florean é um descendente de Dexter, e eu originalmente planejei Florean como um canal para dicas que eu precisava dar a Harry durante suas dúvidas sobre as Relíquias, que foi o motivo deu ter estabilizado um conhecido tão cedo. Nesse estágio, eu imaginei que um Florean historicamente disposto podia ter um punhado de informações sobre assuntos tão diversos como a Varinha das Varinhas e o diadema de Ravenclaw, a informação deveria ter sido transmitida na família Fortescue por seus ancestrais. Conforme foi chegando à necessidade da informação eu causei o sequestro de Florean com a intenção dele ser encontrado ou resgatado por Harry e seus amigos.

 O problema foi que quando eu comecei a escrever a parte chave em Relíquias da Morte eu decidi que Fineus Nigellus Black nos daria dicas muito mais satisfatórias. A informação de Florean sobre o diadema também parecia redundante, já que eu poderia dar ao leitor tudo que eles precisavam perguntando a Helena Ravenclaw. E além do mais, eu o tinha sequestrado e assassinado sem motivo. Ele não foi o primeiro bruxo que Voldemort assassinou porque sabia demais (ou sabia muito pouco), mas ele é o único que eu me sinto culpada, porque foi tudo minha culpa.



CALDEIRÕES

 Caldeirões já foram usados por Trouxas e bruxos da mesma forma, como um grande pote de metal para cozinhar que poderia ser suspenso sobre o fogo. Mais tarde, mágicos e não mágicos aderiram o fogão; e panelas se tornaram mais convenientes; e os caldeirões passaram a ser usados apenas por bruxos, que continuaram a fermentar poções neles. A chama é essencial para fazer uma poção, o que fez dos caldeirões o pote mais prático de todos.

 Todos os caldeirões são encantados para fazer deles mais fáceis de carregar, uma vez que eles usualmente são feitos de estanho ou ferro. Invenções modernas incluem o modo auto-agitação e permite que os caldeirões sejam dobráveis e aqueles de metais preciosos também são disponíveis para especialistas.


Reflexões de J.K. Rowling

Caldeirões tiveram associação a magia por séculos. Eles aparecem a centenas de anos em imagens com bruxos, e também se supõe que é onde os duendes guardam seu tesouro. Muitos povos ou conto de fadas fazem menções a caldeirões com poderes especiais, mas nos livros de Harry Potter eles são uma ferramenta bastante mundana. Eu considerei fazer reverência ao caldeirão de Helga Hufflepuff, mas existia alguma coisa levemente cômica e incongruente em ter uma Horcrux tão grande e pesada; eu queria que os objetos que Harry tivesse que encontrar fossem pequenos e portáteis. No entanto, um caldeirão aparece tanto nas quatro joias míticas da Irlanda (o seu poder mágico era que ninguém nunca ficava insatisfeito) e na lenda Os Treze Tesouros da Grã Bretanha (no cadeirão de Dyrnwch o gigante ia cozinhar carne para homens corajosos, mas não para covardes).


POÇÕES

 A pergunta de se um Trouxa pode criar uma poção se tiver o livro de Poções e os ingredientes certos é muito frequente. A resposta, infelizmente é não. O uso da varinha para se fazer uma poção é sempre necessária (a simples inclusão de moscas mortas e asfódelo a um caldeirão suspenso em fogo, vai lhe dar o mais desagradável fedor, sem mencionar o envenenamento da poção.

 Algumas poções duplicam os efeitos dos feitiços e encantamentos, mas algumas (como a Poção Polissuco, e a Felix Felicis) têm efeitos impossíveis de se alcançar de outra maneira. Geralmente, bruxos e bruxas preferem o método que eles acham mais fácil, ou mais satisfatório, para alcançar seu objetivo final.

 Poções não são para impacientes, mas seus efeitos normalmente são muito difíceis de ser desfeitos até mesmo pelos melhores em poções. Esse tipo de magia carrega um status místico. Há também o preconceito por manipular substâncias que são altamente perigosas. O senso comum para especialistas em poções dentro da comunidade bruxa é de uma personalidade muito forte: Snape, de fato, está perfeitamente dentro do estereótipo.


Reflexões de J.K.Rowling

 Química era a matéria que eu menos gostava na escola, e eu desisti assim que eu pude. Naturalmente, quando eu estava tentando decidir que matéria o arco inimigo de Harry, Severus Snape, deveria ensinar, tinha que ser a matéria equivalente em magia. Isso fez com que fosse estranho eu achar atraente a matéria que Snape introduzia, (eu posso ensinar a vocês ter fama, fermentar a glória, e até mesmo parar a morte…) aparentemente uma parte de mim achou Poções tão interessante quanto Snape; e de fato eu sempre gostei de criar poções nos livros, e pesquisar ingredientes para elas. Muitos dos componentes das várias poções que Harry criou para Snape existem (ou alguma vez acreditou-se que existiam) e tinham (ou foi acreditado que se tinha) os propósitos que eu dei para eles. Dittany, por exemplo, tem realmente propriedades curativas (é um anti-inflamatório, apesar de eu não aconselhar aqueles que foram estrunchados a testá-lo); bezoar é uma massa tirada do intestino de animais, e realmente um dia acreditaram que beber a água que o bezoar estava podia curar um envenenamento.



Fonte Trechos de Livros 
Tradução: SagasBrasil

Por Flávia Bergamin


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